16.12.08

Momento de absorver letras

minha vida poluída é essa
que recebe mil tiros por minuto
vividos
a pão e lenha
à lenha e alma
à vida

e o pedaço
que cabe à eternidade
é o ínfimo perdido
dos roubados sentimentos
o que torna-se agora
o espaço
onde não repousam
sequer cinzas
quiçá letras

vida poluída
que dirás do ontem
quando o passado for
o que sequer cinzas?

um breve espaço de jazz
um sussurro de blues
e o sono
o sono
e a letargia por querer
um momento de absorver
letras!

3 comentários:

Paul Constantinides disse...

querida Val
vc esta escrevendo cada vez mais, lindos poemas
q beleza hen?

gosto como vc trata de temas delicados com um tipo de disparate, disparo de palavras, as vezes colocando as coisas na parede, outras sendo terna e fragil..

bonito.

olha feliz natal, e tudo de bom menina.
abs
paul

Ana Zumpano disse...

hey,
que belo poema! amei a última estrofe...
Val, um ano novo e feliz p nós!!!
e muita poesia, muito amor, muita música!
beeeijo

Polly Barros disse...

é, às vezes também a sinto poluída por mil tiros por minuto...

Beijo pra tu!